segunda-feira, 22 de março de 2010

Biologia Celular - Aula Teórica 06 - MB: Glicocálix

Nessa aula, discutiremos sobre o glicocálix (ou glicocálice).

O glicocálice é uma camada glicídica de espessura variável constantemente renovada e presente em todas as células animais. É constituído por hidratos de carbono ligados covalentemente a lipídios e proteína (ou seja, são os açúcares de membrana).




Glicoproteínas
+
Proteoglicanas = Glicocálix
+
Glicolipídios



Porção constante do glicocálice: porção glicídica de glicoproteínas e glicolipídeos.

Porção variável do glicocálice: as glicoproteínas e as glicosaminoglicanas, que são primeiramente secretadas pela membrana plasmática e depois aderidas por ela (adsorção).

Para corar o glicocálice, utiliza-se o P.A.S. ou o azul de metileno.
Funções do Glicocálix

- Proteção: agressões químicas e mecânicas;

- Barreira de difusão: opera como filtro, com base no peso molecular;

- Cria um microambiente especial na superfície da célula: varia de célula para célula em carga, força iônica, etc;

- Enzimática: algumas reações são catálisadas por enzimas do glicocálice, entre elas a dipeptidase, a lactase e a dissacaridase;

- Antigênica: reconhece self de non-self. O glicocálice faz parte do MHC (complexo maior de histocompatibilidade), ou seja, reconhece aquilo que é do organismo e aquilo que não é. É a "impressão digital" da célula;

- Reconhecimento celular: pode ser tanto tecido-específico quanto específico-específico;

- Cimento celular flexível: adesão entre células;

- Inibição por contato: o contato físico entre as células de um tecido dispara sinais químicos que inibem a mitose. Isso impede que células cresçam sobre as outras.

Assim termina a aula sobre glicocálix.

Um comentário:

  1. O reconhecimento e a rejeição ou não de órgãos transplantados se da devido o Glicocalice ser diferente das células dos órgãos transplantados?

    ResponderExcluir